| Encontro reúne, em Belém, pontos de cultura de toda a região Norte |
| Secult | |
| 04-Mar-2010 | |
|
Nesta quinta-feira (4), no Parques dos Igarapés, inicia a Teia da Cultura Amazônica, etapa preparatória da Teia Brasil 2010, que articula as redes de relacionamento entre os Pontos de Cultura de toda a região Norte, fortalecendo as entidades que fazem cultura, inclusive no estado do Pará. A ação reunirá em Belém, até domingo (7), os pontos de cultura participantes do Programa Nacional de Cultura, Educação e Cidadania, Cultura Viva e do Programa Mais Cultura, além de movimentos e grupos culturais representantes da diversidade cultural amazônica dos estados do Pará, Amapá, Amazonas, Acre, Rondonia e Roraima. Os pontos de cultura são projetos conveniados com o Ministério da Cultura, através da Secretaria de Cidadania Cultural (SCC/Minc) e com os governos estaduais, através do Programa Mais Cultura. Entre os objetivos da Teia da Cultura Amazônica estão o fomento das redes de relacionamento e articulação institucional entre Pontos de Cultura, sociedade e governos, propondo um intercâmbio de saberes e experiências, além do fortalecimento dos fóruns estaduais de Pontos de Cultura. "Este é um momento, também, em que os antigos e os novos pontos de cultura se conhecem, se articulam e integram a rede, fortalecendo o compartilhamento de informações e de ações integradas", afirma o secretário de Cultura do Pará, Cincinato Júnior. Para a Teia da Cultura Amazônica foi montada uma ampla programação, com a realização de fóruns, seminários, oficinas, debates, rodas de conversas, exibições audiovisuais, apresentações cênicas e artísticas, exposições e feira de economia solidária. O evento tem o apoio do governo do Pará, por meio da Secult. A ação acontece no Pará, devido o território paraense ser o que possui o maior número de pontos de cultura da Região Norte. Em dezembro de 2008, a Secult colocou em execução o edital para a seleção de 60 pontos de cultura no estado do Pará. O projeto, criado pelo Ministério da Cultura (Minc), através do programa Cultura Viva, cria novos espaços para o incentivo e acesso à cultura através de repasses de recursos para instituições que atuem na produção artístico-cultural no estado. O Pará foi o terceiro estado a lançar o edital, após os estados da Bahia e do Maranhão. O Pará recebeu o programa graças à iniciativa do governo estadual e Secult, que firmaram convênio com o Minc em abril de 2008, quando o então ministro Gilberto Gil esteve em Belém e assinou a iniciativa com a governadora Ana Júlia Carepa e o então Secretário de Cultura, Edilson Moura. O edital é o resultado de uma longa articulação que integrou os órgãos governamentais e a sociedade civil em torno das políticas públicas de descentralização das ações e democratização do acesso aos bens culturais, a partir das diretrizes do governo do estado. Foram selecionados 60 pontos de cultura em todo o Pará. Antes, existiam apenas 17 pontos em território paraense. O edital prevê o repasse de até 180 mil reais às instituições, contribuindo para a inclusão social e a construção da cidadania; seja através da geração de emprego e renda, seja por meio de ações de fortalecimento das identidades culturais. Entre os contemplados estão seis pontos quilombolas, nove indígenas, um LGBT, oito de cultura popular e dezoito de várias ações transversais. No total, mais de 160 projetos foram inscritos até o prazo final de inscrição do edital de 2008, encerrado no dia 19 de dezembro daquele ano. Todas as regiões tiveram projetos contemplados (Metropolitana, Xingu, Caetés, Tapajós, Baixo Amazonas, Tocantins, Lago Do Tucuruí, Capim, Marajó, Carajás, Araguaia e Guamá). |
