| Vigilantes da praia impedem sujeira nos balneários |
| Diário do Pará | |
| 28-Jul-2010 | |
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ONG onscientiza os veranistas quanto à importância da preservação ambiental Poluição dos mangues, morte de peixes, assoreamento de rios e degradação das praias. Esses são alguns dos problemas que podem ser causados pelo lixo que os turistas deixam, em um final de semana durante o verão, nos balneários visitados. Para instruir a população sobre as consequências deste comportamento, 28 instituições integraram uma Força Tarefa destinada a promover a consciência ambiental e garantir o uso sustentável dos recursos naturais. Presente nas praias do litoral paraense desde 2009 a iniciativa montou uma programação especial para estas férias. O projeto Praia Limpa visitou locais com grande fluxo de banhistas, como Salinópolis, Mosqueiro (Belém) e Ajuruteua (Bragança), e trouxe entre as novidades a distribuição de “ecobags” (mochilas produzidas com material ecológico) para as barracas que aderirem ao projeto e a entrega de prêmios ecologicamente corretos a comerciantes e veranistas que fizerem o descarte acertado do lixo. Em tendas montadas na areia, o público pôde observar, por meio de microscópio, os organismos presentes no meio aquático e perceber, por meio de jogos interativos, como suas atitudes diárias são decisivas para a preservação da natureza. “Tentamos sair um pouco do meio acadêmico e levar informações de forma dinâmica à população”, explica Alcemir Aires, técnico do Museu Emílio Goeldi, instituição responsável pela produção dos jogos. Brincando de jogo da memória, Talita Gomes, de onze anos, aprendeu o tempo de decomposição de todos os materiais que utiliza no dia a dia. “Agora eu já sei que o plástico demora muito para desaparecer e que devemos comprar produtos sempre pensando no meio ambiente”, diz. Segundo a coordenadora da ONG Noolhar, Patrícia Gonçalves, 80% do lixo depositado nas praias poderia ser reciclado, se separado corretamente. “O objetivo é que outras instituições integrem ações de cidadania como esta, dando continuidade ao nosso trabalho e estabelecendo projetos permanentes”, afirma. “Só assim teremos a garantia de nossa qualidade de vida e preservação”, frisa. As ações da força tarefa, entretanto, não se resumem ao período de férias escolares. Criada em 2007, a iniciativa é dividida em atividades preventivas e repressivas durante todos os meses do ano. As preventivas englobam palestras em escolas, visitas a comunidades carentes, oficinas e exposições. Já as repressivas são coordenadas pelo Programa de Orientação e Proteção ao Consumidor, que fiscaliza estabelecimentos para vistoriar as instalações sanitárias, os alimentos e até os preços dos produtos comercializados. |