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Icoaraci é o maior produtor de cerâmica amazônica
Belém Tourist   
06-Sep-2008

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A cerâmica amazônica é muito confeccionada em Icoaraci, conferindo àquele núcleu urbano o título de maior produtor de arte em cerâmica do estado. São inúmeras as famílias que sobrevivem da venda das peças produzidas em olarias no bairro do Paracuri. Lá mesmo, elas são expostas em lojas à espera de turistas e colecionadores.

A produção de cerâmica começa na beira do rio ou igarapé, de onde é retirada a argila, que é transportada em pequenas canoas até os “furos de descarregamento”. A argila passa por máquinas de trituração e limpeza para que impurezas não prejudiquem o acabamento.

Em cada fase, há um profissional especializado em ação, até chegar ao artesão que manipula o torno. O trabalho só é finalizado quando passa pelas mãos do artista que faz os desenhos e o que faz o acabamento.

A produção da arte em cerâmica é hoje a principal atividade econômica de Icoaraci. Dentre os objetos mais comercializados estão os vasos decorativos e os conjuntos para servir feijoada.


História da Cerâmica Amazônica

Durante muito tempo os historiadores sustentaram a idéia de que a cerâmica do Pará existe há quatro mil anos, mas segundo a pesquisadora norte-americana Ana C. Rosevelt, o surgimento da cerâmica ocorreu há mais de sete mil anos. Divergências à parte, todos os historiadores são unânimes em afirmar que a cerâmica marajoara está entre as mais belas do mundo.

Enumeramos os estilos de cerâmica mais disputados por colecionadores e pesquisadores no mundo todo:

Cerâmica Marajoara: Utilizavam sempre as cores preto e vermelho sobre o branco em uma variedade de peças como: urnas para sepultamentos, igaçabas, tangas, peças ritualistas, estatuetas, entre outras peças encontradas em grandes cemitérios arqueológicos do Marajó.

Cerâmica Tapajônica: Descoberta por Kurt Nimuendaju, ao longo do rio Tapajós em 1923. Confeccionada de 1.000 a 1.500 a.d., apresentou uma curiosidade: não existiam urnas funerárias, pois eram realizadas uma série de ações ritualísticas com os mortos, sem que precisassem ser enterrados.Os vasos tapajônicos de maior representatividade são: Vasos de gargalo, vasos de cariátides, pratos, estatuetas, cachimbos, etc

Cerâmica de Maracá: Descoberta por Ferreira Pena, as margens do rio Maracá, no Amapá, em 1871. São urnas em diversos formatos, quase todas encontradas com restos de ossos. Eram fechadas por finos cordões enfiados em orifícios. Essas urnas não estavam enterradas e sim dispostas no interior de grutas.

Cerâmica de Icoaraci: Até os anos 60, existiam só dois ou três ceramistas fazendo trabalhos artísticos em Icoaraci. Com a chegada de “Mestre Cardoso” em Icoaraci, o mesmo partiu para uma pesquisa no Museu Emílio Goeldi, resgatando a arte marajoara, a qual muito mais tarde os artistas locais passariam a aderir após observarem a reação positiva dos turistas.

Nos anos 70, finalmente observou-se a produção de réplicas imitando o estilo das obras do Museu Goeldi. A produção aumentou e hoje o que se observa também é uma cerâmica diferenciada, que junta os traços indígenas milenares a pinturas que remetem a natureza. Para alguns, isso representa a descaracterização da cultura original, já para outros, representa o surgimento de uma nova escola de arte em cerâmica: a cerâmica Icoaracience.

 
Belém Tourist